Viseu desafiado a criar núcleo para organizar greve feminista em 2019

2018-11-30

Viseu desafiado a criar núcleo para organizar greve feminista em 2019

 A plataforma Rede 8 de Março desafiou na quinta-feira várias entidades de Viseu para a criação de um núcleo para ajudar organizar a greve feminista em 2019.

"Mobilizámos pessoas que pertencem a diversas associações de Viseu e também ao Bloco de Esquerda, para criarem um núcleo em Viseu que tem como objectivo organizar na cidade, em sintonia com a plataforma nacional, a greve feminista de 8 de Março de 2019", afirmou à agência Lusa a representante da Colectiva, organização que integra a plataforma.

Patrícia Martins adiantou que a plataforma nacional Rede 8 de Março vai ser apresentada publicamente no dia 8 de Dezembro, no Porto, onde acontecerá a primeira assembleia nacional de forma a organizar a greve do próximo ano.

A greve tem como base a defesa da igualdade da mulher principalmente em quatro contextos, o laboral, doméstico, escolar e académico, precisou a responsável.

"Mas abrange muito mais áreas, porque, infelizmente, a desigualdade entre géneros é comum em quase todos os contextos", declarou.

Patrícia Martins adiantou que "a ideia é chegar a todas as mulheres".

"A iniciativa quer-se nacional, por isso é que a plataforma se está a apresentar em várias cidades do país para constituírem núcleos para dinamizar a greve em todas as localidades", explicou.

A iniciativa de quinta-feira à noite decorreu na Escola Superior de Educação de Viseu, onde está sediada a associação Jovem pela Igualdade que pertence à plataforma, assim como outras associações, colectivos, organizações políticas, sindicatos e pessoas a título individual sem que pertençam a qualquer organismo.

Viseu junta-se agora a Amarante, Coimbra, Lisboa, Braga, Covilhã, Vila Real e Porto na criação de um núcleo para organizar localmente a greve 8 de Março de 2019, à semelhança da que aconteceu em Espanha, este ano, que assinalou o Dia Internacional da Mulher com uma greve feminista à escala nacional.

Naquele dia, mais de dez mil pessoas concentraram-se na Praça Cibeles, no centro de Madrid, capital espanhola, para uma manifestação com o lema "Vivas, livres e unidas pela igualdade", num dia em que a Espanha realizou uma greve do género qualificada pelos sindicatos como "um êxito rotundo".

(Publico)