Caneleiras feitas em Viseu para os melhores futebolistas do mundo

2017-12-27

Caneleiras feitas em Viseu para os melhores futebolistas do mundo

“Os jogadores de futebol entram em campo muito mal protegidos, o que é uma ironia. Só têm um equipamento de proteção, as caneleiras e mesmo essas são de fraca qualidade”. Foi com esta constatação que Filipe Simões e Rui Pina, dois professores, um ligado à robótica e outro aos materiais começaram a idealizar um produto, “mais resistente, confortável e feito à medida”, adianta Filipe Simões CEO da empresa. E assim, depois de algum tempo de investigação, de diversos ensaios, surge da SAK (Safety Against Kicking) Project, uma startup que a partir de Viseu quer “garantir uma melhor segurança aos melhores futebolistas do mundo, com umas caneleiras mais seguras, com materiais de qualidade superior e possibilidade de personalização gráfica e, os muitos grandes jogadores que já as experimentaram gostaram”, garante o CEO da empresa.

Tudo começou numa garagem, em 2010, “onde testamos diversos materiais, percebemos como seria possível fazer um produto com materiais de última geração, polímeros inquebráveis que, além de cobrirem melhor a área da canela do jogador do que as caneleiras normais, têm maior resistência aos embates sofridos em jogo do que o habitual equipamento de carbono, e são também mais confortáveis para os atletas”, refere Filipe Simões. Dois anos depois, “já com um protótipo, e com a noção de que tínhamos um projeto inovador é que decidimos tentar encontrar os investidores certos para fazer avançar o projeto. Encontramos dois, e assim avançou a fase de investimento, num total de dois milhões de euros”, frisa. Melhores jogadores do mundo Em 2013, já com um produto que tinha as competências mínimas de mercado, “fomos apresentá-lo a grandes jogadores mundiais e a grandes equipas, desde a seleção nacional e a muitas equipas nacionais e internacionais, como o Benfica, Porto, Juventus, Bayern Munique, Real Madrid, de quem recebemos um excelente feedback, quer dos jogadores quer das equipas médicas e, também propostas de alterações para melhorar o produto”, conta Filipe Simões.

A resposta positiva dos principais clientes levou ao crescimento da empresa, que agora conta com 18 colaboradores e da fábrica em Viseu a SAK Project já vende para cerca de 17 países (sobretudo Europa) e as exportações representam neste momento 65% da produção. Este ano esperam um crescimento nas vendas de 30%, chegando a um milhão de euros. No entanto, o CEO garante que 2017 “ainda não foi o ano de vendas por excelência, tivemos muitas experiências com grandes jogadores profissionais, com grandes equipas, mas queremos chegar também aos amadores”, ou seja vender o produto no retalho. “A aposta é num produto não personalizado à disposição nas prateleiras, e o nosso grande parceiro é a Sport Zone, para conseguirmos chegar a milhares de atletas em Portugal”. Até à total democratização deste novo produto, além da presença física em loja, a SAK tem também loja online onde qualquer pessoa pode encomendar um par de caneleiras totalmente personalizadas no tamanho, materiais, gráficos e forma, utilizando processos que obtêm a geometria das pernas através de fotografias tiradas de vários ângulos.

“E, não vamos ficar por aqui”, garante Filipe Simões, “queremos crescer no futebol, mas também temos sido abordados para desenvolver produtos de proteção para outros desportos, como o hóquei, futebol americano, desportos motorizados e mesmo o cricket”.

(Fonte Dinheiro Vivo)