Presidente da Câmara de Viseu defende que "o vinho Dão é um grande património"

2018-09-20

Presidente da Câmara de Viseu defende que

“O Dão é um grande património nesta região, não se trata só de economia, não se trata só do crescimento que o Dão, felizmente, está a ter e que é resultado do trabalho de muita gente. É história e é um produto democrático da região, porque acaba por distribuir a riqueza por mais de 400 produtores", defendeu António Almeida Henriques.

O autarca, que disse defender "Viseu como uma cidade vinhateira" e que assumiu ser "o presidente da Câmara que trouxe o vinho do Dão para o centro das políticas de promoção da cidade e da região", afirmou "nunca ter recebido um cêntimo de fundos comunitários para promover o vinho Dão".

Neste sentido, o autarca avisou o presidente da Comissão Vitivinícola da Região do Dão (CVRDão) que, "mesmo que, muitas vezes, o apoio não seja financeiro, porque não é, é o apoio de parceria e de cumplicidade" que tem levado o executivo camarário a "muitos eventos relacionados" com o vinho.

"O Dão é uma das âncoras da economia, mas também da história e de toda a cultura do concelho, ou seja, é, hoje, um produto de excelência que também dá suporte a outras coisas, por exemplo o turismo. O Dão e o turismo estão muito ligados. Aliás, se não fossemos cidade vinhateira, não estávamos a dias da abertura da festa das vindimas com os hotéis todos esgotados em Viseu", anunciou.

O presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) elogiou o "comprometimento da autarquia com o setor do vinho" tendo em conta que, anunciou Francisco Toscano Rico, "a cada 100 euros que a região cria de riqueza, três euros é do vinho e Viseu cria muita riqueza".

Nesta cerimónia no Solar do Vinho do Dão, em Viseu, depois de um jantar comemorativo na Bolsa de Valores, no Porto, com a presença do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da CVRDão contou episódios de 110 anos de história e que agora estão disponíveis no espólio que foi entretanto inventariado.

"Era uma pena que esta casa, com 110 anos de história, não tivesse um sítio onde o seu espólio estivesse classificado e algum património documentado perdeu-se na transição de sedes, mas o essencial está cá desde livros de registos, coisas fantásticas que poderão ver e conhecer e que estava amontoado em largas centenas de pilhas de material que agora está classificado por prateleiras e prontinho para ser mostrado ao público", anunciou.

Arlindo Cunha disse que à entrada do Solar do Vinho do Dão está agora exposto "um exemplar de cada documento classificado" e que o restante espólio está disponível para "quem quer que seja, desde produtores até académicos e investigadores que queiram fazer o seu trabalho têm o material disponível e pronto a ser consultado".

No decorrer da cerimónia comemorativa, onde não faltaram histórias do último século da "região demarcada de vinho não licorosos mais antiga do país", também foi apresentado um livro, "Os dias que nos Dão", do jornalista viseense Amadeu Araújo, que fez uma resenha pelos vinhos e produtores destes 110 anos de região.

(Diário de Notícias)