Investimento da Águas da Região de Viseu feito no próximo quadro comunitário

2021-03-04

Investimento da Águas da Região de Viseu feito no próximo quadro comunitário

 O presidente da Câmara de Viseu, admitiu hoje que o investimento a realizar no âmbito de uma empresa intermunicipal de captação e tratamento de água venha a ser “essencialmente feito no próximo quadro comunitário de apoio”.

Em julho do ano passado, os municípios de Viseu, Mangualde, Nelas, Sátão e Penalva do Castelo anunciaram a criação da empresa intermunicipal - que prevê um investimento de 45,7 milhões de euros até 2027 - mas, segundo Almeida Henriques, o processo está atrasado.

No final da reunião de Câmara de hoje, o autarca de Viseu disse aos jornalistas que os municípios ainda estão “no processo de obter o parecer positivo da ERSAR [Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos]” e que têm estado a trabalhar para que “seja a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] a acompanhar, do ponto de vista técnico, a construção da nova barragem” e o seu financiamento.

Almeida Henriques admitiu que ainda houve esperança de que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) pudesse “trazer alguma abertura” para este investimento, mas, “infelizmente, naquilo que é o ciclo urbano da água, traz obras designadas e, pelos vistos, não tem abertura para outras”.

A Águas da Região de Viseu prevê um investimento total de 73,06 milhões de euros, com uma estimativa de 19,8 milhões de euros de financiamento a fundo perdido, sendo que a maior parte (45,7 milhões) será efetuado até 2027.

A empresa vai ser constituída com um capital social de 4,5 milhões de euros, dos quais quatro milhões são em espécie e 500 mil euros em numerário, com o município de Viseu a assumir 66,43%, seguido de Mangualde (14,24%), Nelas (9,81%), Sátão (6,58%) e Penalva do Castelo (2,94%).

A futura entidade vai assegurar 100% das necessidades de abastecimento em alta dos concelhos de Viseu, Mangualde e Nelas, sendo que nos casos de Penalva do Castelo e Sátão as percentagens rondam os 30 e 70%, respetivamente.

Lusa