Chumbada moção para impedir cobertura do Mercado 2 de Maio

2021-02-26

Chumbada moção  para impedir cobertura do Mercado 2 de Maio

O presidente da Assembleia Municipal de Viseu, José Mota Faria anunciou que a moção foi rejeitada com uma abstenção, 13 votos a favor e 32 contra, isto após duas horas de discussão do documento apresentado pelo deputado socialista Cristophe Pedrinho e assinada por todos os partidos menos o PSD.

O documento defendia que “a cobertura prevista pelo Município para o Mercado 2 de Maio, localizado no coração da cidade, estará em profunda dissonância com o lugar, com a envolvente, com a sua história e com a sua identidade, constituindo-se, assim, como um grave e inadmissível atentado patrimonial e urbanístico”.

“Os proclamados benefícios ambientais e económicos decorrentes da instalação de painéis fotovoltaicos na referida cobertura, não apenas não se vislumbram, como também configuram um inaceitável crime ambiental”, salienta ainda o documento. Além disso, sustenta, a intervenção configura “desrespeito cabal pelo trabalho autoral”, nos anos de 1990, dos arquitetos Álvaro Siza Vieira e Pedro Madureira.

Após a intervenção dos deputados de todos os partidos políticos e do presidente da Junta de Freguesia de Viseu, o presidente da Câmara falou para “esclarecer vários pontos de todo o processo” e revelar “a proposta de alteração do arquiteto Álvaro Siza” há 11 anos, aquando do início do processo da requalificação do espaço.

“Eu vou desvendar o tal projeto do arquiteto Siza Vieira de alteração. É esta folha e é tão simples como isto: alteração da plataforma de saibro por lajetas de granito, que foi feita, porque na primeira Xiva foi tudo parar à Rua Formosa, mas dão à praça uma mobilidade reduzida, o que é lamentável e tem de ser colocada uma alcatifa para dar algum conforto”.

Siza Vieira “previa retirar 12 magnólias à praça” e com esta requalificação “vão ser retiradas apenas duas”, que serão “replantadas no Parque Aquilino Ribeiro”, assegurou o autarca.

Almeida Henriques concluiu a sua intervenção, na primeira sessão da Assembleia Municipal via zoom, garantindo que “a obra está consignada e vai até ao fim”, com um custo de 4,3 milhões de euros, comparticipado por fundos europeus.