Viseu: assim se viu e sofreu o duelo ibérico

2018-06-18

Viseu: assim se viu e sofreu o duelo ibérico

O Rossio, o Parque Aquilino Ribeiro, a `fanzone´ no terraço do Palácio do Gelo, esplanadas, cafés, por todo o lado havia gente de olhos postos nos ecrãs, mais ou menos gigantes, que transmitiam a estreia de Portugal no Mundial de futebol de 2018.

Na primeira explosão de alegria, no golo de Cristiano Ronaldo aos quatro minutos, os festejos misturaram-se com as buzinas dos carros, numa altura em que muitos viseenses ainda estavam na estrada a caminho de casa, no final de mais um dia de trabalho.

"Já marcaram?", perguntava um casal de namorados, que, em passo apressado, procurava chegar ao relvado do Parque Aquilino Ribeiro, onde o Município de Viseu disponibilizou a transmissão em ecrã gigante.

A Espanha chegava depois ao empate e o ânimo esmoreceu um pouco, mas Cristiano Ronaldo bisava mesmo sobre o final dos primeiros 45 minutos e ninguém conseguiu ficar sentado.

Adeptos espanhóis, nem vê-los, e entre os viseenses a confiança de que, no final, a vitória seria de Portugal.

Mas João Lopes, reformado, alertava: "A Espanha é perigosa e joga muito à bola!".

"Mas nós temos o Ronaldo", argumentava o Tiago, o neto de nove anos, e a verdade é que seria o melhor jogador do Mundo a devolver o sorriso aos viseenses, quando, aos 88 minutos, de livre direto, empatou o jogo para Portugal, numa altura em que a Espanha já havia dado a volta ao resultado.

Após o final, foi a debandada, que por Viseu já passara a hora de jantar.

"Foi uma barrigada de golos, mas não aconchegam o estômago", dizia sorridente Pedro Ferreira, um estudante do ensino superior, garantindo: "No jogo com Marrocos [20 junho, 13:00] já venho almoçado".

(Sapo 24)