2.072 novos casos de infeção leva a estado de calamidade

2020-10-14

 2.072 novos casos de infeção leva a estado de calamidade

Nas últimas 24 horas morreram mais sete pessoas. O número de internamentos passou  para 957. 135 pessoas estão nos cuidados intensivos.

Devido ao  aumento de casos de covid, Portugal volta ao estado de  calamidade, anunciou  o primeiro-ministro. No final da reunião do Conselho de Ministros desta quarta-feira, António Costa considerou que a evolução da epidemia em Portugal tem sido "grave", razão pela qual o Governo decidiu avançar com "oito decisões fundamentais". Costa adiantou que  na via pública não podem estar juntas  mais de cinco pessoas. Os  casamentos, batizados e outros que sejam marcados a partir de agora passam a estar limitados "a um máximo de 50 participantes, sendo que todos terão de cumprir normas de afastamento físico e de proteção individual como o uso de máscara".

O executivo vai "agravar até 10 mil euros as coimas aplicáveis às pessoas coletivas, em especial estabelecimentos comerciais e de restauração que não assegurem o escrupuloso cumprimento das regras em vigor quanto à lotação e ao afastamento que é necessário assegurar dentro desses estabelecimentos".

"Vamos também determinar às forças de segurança e à ASAE um reforço das ações de fiscalização do cumprimento destas regras, quer na via publica, quer nos estabelecimentos comerciais e de restauração", adiantou o primeiro-ministro.

De salientar que a partir da meia noite stão proibidos todos os festejos académicos e atividades de caráter não letivo ou científico nos estabelecimentos de ensino,  designadamente nas universidades e nos politécnicos.

Além disso, o primeiro-ministro anunciou  que o Governo vai apresentar ao parlamento uma proposta para que seja obrigatório o uso de máscara na via pública e a utilização da aplicação stayaway covid em contexto laboral e escolar.

De resto,  António Costa pede aos portugueses que se motivem para o combate à pandemia com a prioridade de preservar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde e evitar medidas que agravem a crise económica e social.

António Costa volta a apelar ao comportamento individual uma vez que, tal como em março e abril, será da ação de cada uma das pessoas que “depende o sucesso do combate a esta pandemia”.

O primeiro-ministro deixa o aviso, caso a situação de pandemia no país piore,  as medidas poderão ser agravadas.