Diálogos em Viseu

2020-07-22

Diálogos em Viseu

“Os diálogos destes ‘Diálogos’ acontecem a vários níveis, explicou o dirigente da Nicho Associação Cultural. Entre a sede do concelho e três das suas freguesias mais distantes e consideradas de baixa densidade populacional, e depois entre artistas (…) e estas três comunidades que partilham o processo criativo, cujo resultado são três performances criadas a partir das memórias dos mais antigos, dos mais velhos destes territórios”, adiantou.

Graeme Pulleyn explicou também, na apresentação do projeto, que criou o espetáculo em 2019, para ser apresentado este ano, e que acabou por ser “concebido nos meses mais críticos de confinamento por causa da pandemia, em março e abril”.

“Onde era suposto entrevistar as pessoas mais velhas das comunidades ao vivo, realizaram-se conversas à distância através de intermediários locais, de videoconferências, gravações em telemóveis. Onde estava previsto os artistas realizarem muitas horas de residência e criação nas freguesias, tivemos de nos contentar com algumas visitas ao domingo à tarde”, explicou o responsável.

Após meses de trabalho, nasce em Côta a “Desgarrada”, com Dennis Xavier e César Prata. É o primeiro espetáculo a estrear, na quinta-feira, num espaço ao ar livre da freguesia e com o cumprimento das normas de higiene e segurança da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em agosto, Joana Martins e Joana Pupo apresentam “O fio e a meada”, criado e estreado em Calde e, em setembro, Emanuel Santos e Patrick Murys apresentam “De onde não se vê o fim”, criado em Cavernães.

Cada um destes espetáculos vai, nos dias seguintes, às outras freguesias que entraram no projeto e terminam na sede do concelho, em Viseu, num total de 16 espetáculos, o mesmo número que esteve delineado desde o início.

 

Lusa