Mau tempo destrói maçãs de Armamar

2020-06-01

Mau tempo destrói maçãs de Armamar

“Cerca de 80% da área de produção de maçã foi afetada e está praticamente destruída. Talvez 20% da produção possa ter ainda algum valor comercial, mas todo o restante foi completamente destruído”, adiantou o autarca João Paulo Fonseca.

Segundo o edil, “as contas ainda estão a ser feitas, está a ser feito um levantamento exaustivo e pormenorizado”, mas, do que já falou com os técnicos da associação de fruticultores, o presidente da Câmara contabilizou mais de oito milhões de euros.

“Estamos a falar de cerca de 1.100 hectares afetados, se tivermos em conta que a média é de cerca de 40 toneladas por hectare, estamos a falar na ordem das 45 mil toneladas. Isto dará um prejuízo na ordem dos 8,300 milhões de euros, embora as contas ainda não estejam afinadas”, contabilizou.

João Paulo Fonseca explicou que o mau tempo “afetou mais o sul do concelho, na área da maçã”, uma vez que este fruto “é o grande pilar económico do concelho, a par do vinho do Douro”, que se produz mais a norte.


Esta intempérie vem “acentuar as dificuldades no concelho, não se perspetivando tempos nada fáceis para os produtores e população do concelho e da região” Douro Sul, considerou João Paulo Fonseca que reconheceu que “não se esperam dias fáceis”.

A mesma opinião tem o presidente da Câmara de Tarouca, que já visitou alguns produtores frutícolas e hortícolas.

Há pessoas que perderam tudo. Desde o vinho, à maçã, à cereja. Não ficaram com nada, disse Valdemar Pereira.

Em Tarouca, as contas ainda não estão feitas, mas o autarca disse que, por exemplo, na baga do sabugueiro há uma perda “muito grande, na ordem dos 40%, no mínimo, embora na maçã o prejuízo seja maior”.

Ambos os autarcas adiantaram que nesta terça-feira vão reunir-se com a Diretora Regional da Agricultura e Pescas do Norte no sentido de se “tentar apoio para os agricultores e produtores”.