CIM Viseu Dão Lafões lamenta "total desnorte" na realização de testes ao novo coronavirus

2020-03-31

CIM Viseu Dão Lafões lamenta

Os autarcas da Comunidade Intermunicipal  lembram que foram encetados contactos "com entidades privadas para que, numa lógica de complementaridade com a rede pública, se instalassem unidades de rastreio à Covid-19 na cidade de Viseu".

O objetivo era "garantir a necessária capacidade de resposta à população na esfera do Centro Hospitalar Tondela Viseu", o que se verifica desde quarta-feira, acrescenta a CIM em comunicado.

A Comunidade Intermunicipal lembra que, de acordo com a ministra da Saúde e as recomendações da OMS, a realização de testes "assume particular importância", tendo a governante até referido "que passaria a existir, nesta nova fase da pandemia, a possibilidade de prescrição direta de testes pela linha Saúde 24".

No entanto, segundo a CIM Viseu Dão Lafões, apesar destas orientações, tem-se verificado na região "um total desnorte relativamente a todos estes procedimentos, com relatos de vários cidadãos, que, embora referenciados para fazer testes da Covid 19", não o conseguem, por causa de "burocracias inúteis".
 Neste âmbito, os autarcas da CIM pedem às autoridades de saúde pública locais e regionais que "assumam a sua autonomia e responsabilidade, de forma a tirar partido da capacidade instalada para a realização de testes" na região, concretamente na cidade de Viseu.

Desde quarta-feira, o Pavilhão Multiusos de Viseu acolhe um centro de rastreio para despistagem do novo coronavírus, com capacidade máxima para 144 testes por dia.

O centro de rastreio foi instalado pelo município, em articulação com a Administração Regional de Saúde do Centro e a Unilabs Portugal. Para a realização da colheita de amostras, os cidadãos não necessitam de sair do carro.