Seia exige resolução para o estado calamitoso da saúde no concelho

2019-10-14

Seia exige resolução para o estado calamitoso da saúde no concelho

O Presidente da Câmara pediu uma audiência ao Primeiro-Ministro, tendo em vista a resolução do estado calamitoso em que se encontra a saúde em Seia.

Em causa está a falta de médicos no Centro de Saúde de Seia e a elevada degradação daquelas instalações, para além do contínuo esvaziamento de serviços e valências do Hospital de Seia.

Filipe Camelo quer que, os novos deputados, tratem o assunto em comissão parlamentar com a Ministra da Saúde, Marta Temido, para que esta se pronuncie sobre a situação.

O Presidente da Câmara disse esperar que os recém-eleitos deputados ajudem a resolver o problema, lembrando que, as anteriores reuniões mantidas pelo município com a atual ministra da tutela, a ARS e a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, não produziram resultados.

O autarca, em funções desde 2009, um ano depois da criação da Unidade Local de Saúde da Guarda, refere que “este modelo que resultou da agregação de todas as unidades de saúde do distrito não beneficiou Seia, pelo contrário. Para além da atual situação gravíssima do Centro de Saúde, olhe-se para o Hospital Nossa Senhora da Assunção, uma unidade hospitalar que tem vindo a perder importância e influência, sendo hoje rotulada como um ‘apêndice’ do Hospital da Guarda”, destacou o edil.

Diante dessa manifesta incapacidade, a Câmara Municipal defende que o hospital de Seia deve constar entre as unidades que deverão recuperar autonomia de gestão para contratar e fazer investimentos, no âmbito do plano anunciado pelo Governo há mais de um ano.