Autarca de Viseu disposto a liderar uma revolta popular pela oncologia

2019-06-12

Autarca de Viseu disposto a liderar uma revolta popular pela oncologia

Para o presidente da Câmara de Viseu, é inadmissível que, uma cidade média que serve um território tão vasto, coisas destas estejam a acontecer.

Portanto, obviamente que está disposto a liderar um movimento da revolta popular pela falta de ação do governo e da ministra da Saúde nesta questão concreta, para já não falar de outras”, garantiu o edil à agência Lusa

Esta tomada de posição surge depois de na terça-feira, num comunicado conjunto, o Sindicato dos Médicos da Zona Centro, o Sindicato Independente dos Médicos e a secção regional do Centro da Ordem dos Médicos referirem que a situação no Centro Hospitalar Tondela Viseu atingiu “o ponto de rutura e que os colegas oncologistas assumem a incapacidade de garantir a consulta e tratamentos de quimioterapia para novos doentes”.

O autarca adiantou que está a pedir uma audiência a Marta Temido, para a qual convida todos os colegas a juntarem-se para que se sinta que esta é uma causa da região. 

Almeida Henriques não escondeu a “preocupação e indignação” com “o limite a que se chegou, porque até aqui os médicos fizeram das tripas coração, mas pelos vistos também já não estão disponíveis para continuar a aguentar, por um lado a falta de médicos e, por outro, a falta de resposta”.

O autarca defende que “O Hospital Central de Viseu é demasiado importante para esta região, com uma área de abrangência de 350 mil pessoas, e se ele tem competências e qualificações instaladas tem de ser reforçado com médicos e meios para que efetivamente não tenhamos de enviar as pessoas para outras paragens”.