Diogo Piçarra: “Achava que tinha tido uma ideia brilhante”

2018-02-26

Diogo Piçarra: “Achava que tinha tido uma ideia brilhante”

Na primeira entrevista que deu depois das acusações de plágio de que foi alvo esta segunda-feira, o cantor garantiu ao Observador que não plagiou conscientemente o cântico “Abre os Meus Olhos”, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), na composição que levou ao Festival da Canção, “Canção do Fim”.

Nunca ouvi aquela música na minha vida, nem sequer sabia da existência daquela canção e nem sequer me associo à Igreja ou à IURD. Acho que fui o que fiquei mais surpreendido no meio disto porque achava que tinha tido uma ideia brilhante. É a sina do compositor que aconteceu novamente e desta vez calhou-me a mim. Isto acontece a todos, toca a todos e só quem não cria arte é que não sofre com isto.

O cantor reconhece as semelhanças entre os dois temas: “Tenho de as admitir, claro, é óbvio”. Mas defende-se dizendo que se devem ao facto de ambas terem “uma melodia tão simples, tão elementar, que é quase inevitável ser parecida a muita coisa. Já está quase tudo inventado, todas as progressões, todas as melodias, só resta variar o que já foi inventado. Neste caso se eu conhecesse aquela música de antemão teria variado um pouco”.

O concorrente mais votado das duas semi-finais do Festival da Canção 2018 (teve 24 pontos, votação máxima, distribuída por público e júri) diz ainda: “Nunca iria participar [conscientemente] num concurso nacional com a visibilidade internacional do Festival da Canção com uma música parecida com a da IURD, acho que é ridículo. Quem me conhece sabe que eu sou honesto, sou sincero e admitiria qualquer coisa que fizesse de errado. Mas neste caso não conhecia a música e é impossível associar-me à IURD”.

(Obsrevador)