Câmara de Viseu dá luz verde à criação do polo arqueológico

2019-04-19

Câmara de Viseu dá luz verde à criação do polo arqueológico

Na reunião do executivo camarário desta quinta-feira, foi aprovado o regulamento que institui o polo arqueológico e estabelece a sua estratégia e modelo de funcionamento.

“Este novo serviço municipal agrega a atual Coleção Arqueológica José Coelho, a reserva arqueológica, o gabinete de apoio à investigação e acolhimento de investigadores, o centro de documentação e biblioteca especializada e o serviço de mediação e educação patrimonial”, disse aos jornalistas presidente da autarquia.

Almeida Henriques explicou que o polo vai assegurar entre outras valências relevantes, o aconselhamento e acompanhamento especializado de intervenções arqueológicas, nomeadamente de iniciativa municipal, e um plano de valorização museológica, integrado no projeto do Museu de História da Cidade.

O autarca acrescentou que está também prevista a dinamização de uma agenda municipal de investigação, que vai ser enquadrada no programa municipal Viseu Património, e a atualização do inventário de património arqueológico de Viseu, associado à Carta Patrimonial concelhia.

A Câmara aprovou também neste contexto um acordo de cooperação com a Direção-Geral do Património Cultural para o desenvolvimento do Polo Arqueológico de Viseu, no que respeita às funções de gestão da reserva arqueológica.

Segundo o edil é dado um passo muito importante na perspetiva de preservação do nosso património.  Almeida Henriques destaca a boa cooperação entre o Estado central e o município em todo este processo.

Por sua vez, o vereador da Cultura  explicou aos jornalistas que o regulamento entra já em funcionamento.
Jorge Sobrado  referiu que a aprovação do regulamento e do polo é mais consequência do que causa, porque todas as dimensões deste polo já estão em funcionamento.

Segundo o vereador, “a disponibilização da Casa do Miradouro vai demorar mais algumas semanas”, havendo a perspetiva de que, “entre a primavera e o verão, ficará exclusivamente dedicada a este novo serviço”.

Na opinião de Jorge Sobrado, trata-se de “um passo de gigante em frente na gestão do património arqueológico, na salvaguarda, na investigação e na sua valorização social e turística”.