“Histórias que Dão para ver” em Mangualde

2019-03-22

“Histórias que Dão para ver” em Mangualde

A Companhia Paulo Ribeiro, o Teatro Viriato, o Trigo Limpo Teatro ACERT, a Binaural/Nodar e o Cine Clube de Viseu emprestam a sua veia artística a este espetáculo único em cada um dos cinco concelhos onde vai ser apresentado, uma vez que em cada município há histórias diferentes.

“A base da história está lá toda, está igual, há é um momento diferente, porque tem uma história diferente, a que nós chamamos a história local, porque vamos ter uma professora local, já reformada, que fala do nascimento do concelho. Neste caso é Mangualde”, contou Paulo Duarte.

“Sara é uma jovem mulher, que é obrigada a assumir o comando de uma quinta vinhateira, depois da morte do pai e da mãe, e o espetáculo é o resumo de como é que uma empresária - e mulher, principalmente - consegue manter este negócio em cima e sempre com objetivos de alcançar outras metas”, sintetizou Paulo Duarte.

Esta é a narrativa base de “Histórias que Dão para ver”, que vem na sequência de um outro espetáculo com dois anos, “Contos de Baco”, e que se mantém neste “segundo episódio” do projeto do Teatro Montemuro.

Como explicou Paulo Duarte, “as falas exigem que tenham de ser ditas por mulheres com mais de 50 ou 60 anos, para fazer sentido o que elas dizem” e, por isso, a companhia de teatro captou em Mangualde mulheres entre os 24 e os 76, mas, para outros locais, a idade já varia, “apesar da exigência da idade madura”, numa percentagem das personagens.

Na semana seguinte o espetáculo vai ser apresentado em Castro Daire, “onde as pessoas já estão a ensaiar há mais de um mês”, e segue depois para Penalva do Castelo, Sátão e, mais tarde, “só em novembro, chega a Nelas”. E em todos eles participa uma professora reformada.

“Vai falar sobre a essência do concelho em causa, como é que apareceu e também do património e das coisas interessantes que lá acontecem, ou seja, no fundo é um chamamento às pessoas para virem conhecer o concelho”, disse.