Câmara de Viseu quer cronograma do centro oncológico

2019-03-22

Câmara de Viseu quer cronograma do centro oncológico

“O Governo comprometeu-se que o centro estaria a funcionar em 2019. Estamos no primeiro trimestre de 2019 e verificamos que, afinal de contas, nem projeto existe, nem se sabe muito bem o que é que o Governo quer fazer”, lamentou Almeida Henriques.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões reuniu  na quarta-feira com a ministra da Saúde,  e com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde,  para analisarem a criação da unidade de radioterapia/centro oncológico e as obras de requalificação do serviço de urgência do hospital de Viseu.

“No que concerne ao centro oncológico, continuam a não estar asseguradas as respetivas fontes de financiamento”, refere a CIM, em comunicado, acrescentando que a isto acresce o facto de o modelo do centro oncológico “ter sido alterado pelo atual conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela Viseu, sem que este tenha apresentado ao Ministério da Saúde”, até hoje, o modelo alternativo.

Segundo a CIM, Marta Temido “assumiu que a localização no Centro Hospitalar Tondela-Viseu não estava em causa”, tendo ficado estabelecido que, após o conselho de administração apresentar o modelo, seriam mantidos contactos “para o acompanhamento conjunto do processo”.

Para o autarca de Viseu, apesar de o Governo continuar a afirmar que a opção é o concelho de Viseu, é preocupante que não haja qualquer data, porque “não se pode brincar com a saúde das pessoas”.

Segundo a CIM, confirma-se “o facto de continuar a faltar a autorização da Secretaria de Estado do Tesouro para a referida obra e, consequentemente, o assegurar do financiamento do montante correspondente à contrapartida nacional”.

Agora o Conselho Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões vai pedir, com caráter de urgência, uma audiência ao secretário de Estado do Tesouro.

Almeida Henriques considerou que, como ainda é preciso o visto do Tribunal de Contas, corre-se o risco de “chegar ao final deste ano com o novo Governo e a obra ter de ser descabimentada numa operação de limpeza, pelo facto de não ter avançado”.

O edil exigiu ao secretário de Estado do Tesouro que “despache a contrapartida nacional” e “não esteja à espera que ainda tenham de ser os municípios a pagar a contrapartida nacional de uma obra que é nacional”.